sábado, 9 de junho de 2012

UMA VOLTA AO PASSADO

Que engraçado, hoje eu acordei mais saudosa do que os dias anteriores; lembrei-me de tanta gente, nossa, bateu uma dor no meu peito que parecia interminavel.

Voltei pelo menos 30 anos atráz no tempo, senti saudades da MAEZONA(era assim que chamávamos a D. Ivani), em todo o tempo que fomos vizinhas, nunca ví ela triste e olha que a vida DELES NÃO ERA NADA FÁCIL.

A maezona e o pai Miro tinham muitos filhos, lembro do nome da Rita, Cida, Verinha, a Nenê, o Mirão, o Cássio, o Alexandre, a Mônica e o Eduardo, todos eles muito especiais, pessoas doces e educadas, todos mas em especial o Eduardo.

A vida gosta mesmo de pregar muitas peças na gente e pregou uma muito grande para mim, o docê Eduardo, é assim que me lembro dele pois me apaixonei por êle.

Foi uma paixão muito louca que marcou muito em minha vida. Dizem que o AMOR E O ÓDIO andam lado a lado e é a mais pura das verdades, esse mesmo docê de pessoa um dia me odiou e me odeia ate hoje.

Nossa história, daria para escrever um livro, por causa desse amor fui desprezada, odiada e ameaçada, de que andianta falar agora, mesmo porque ele jamais quiz me ouvir e saber da verdade e para não vê-lo sofrer mais doque ja sofriamos, tive que deixá-lo.

Êle nunca entendeu e nem vai entender, também depois de 30 anos, que adianta.

Erámos em muitas mulheres, A Ninha, a Teca, a Nega, a Lane e a Vania e eu, todas jovens solteiras e sem juízo mas, a mais româtica sempre fui eu como sou ate hoje, as vezes fico pensando que por causa do meu romantismo é que sofro ate hoje, não esqueço de detalhes, lembro de coisas que a a maioria das pessoas citadas ja esqueceram e eu não.

Mesmo com todo sofrimento que passei, jamais quero esquecer o meu passado pois, atravéz das lembranças é que tento formar um novo presente tentando corrigir os erros.

Que saudades tenho das minhas irmãs do coração a Rutinha, a Diana.

As vezes dou risadas sozinha de lembrar quando nos conhecemos no vestiário da Pfiser(uma industria quimica e farmaceutica que tem aqui onde hoje eu moro que é Guarulhos), que saudades daquele tempo, tempo de inocência, de bailinhos que fazíamos em casa com os meninos da rua 9 os irmãos Joãozinho, Claudio, Sèrgio e Odilon, época em que conheci o meu marido e antes dele um dos grande amores de minha vida o Luiz Ismar Dias( sim porque eu amei muitas vezes, se fui amada, acho que não pois eles me esqueceram e não lutaram para ficar comigo.

Nossa, agora eu fui muito longe, o motoqueiro mais cobiçado de Ermelino Matarazzo, que tempo que tráz saudades pois tudo era de uma incência sem igual, o que mais bebiamos nos bailinho era a Cubalibre, uma época que dançávamos de rostinho colado, que saudades. Bem por hoje chegar ja chorei demais quem sabe amanhã eu continuo.....